Portos garantem recorde mas falham os 100 milhões

Portos garantem recorde...

Os portos do Continente movimentaram 88,8 milhões de toneladas nos primeiros 11 meses do ano. Um recorde que pode saber a pouco porque o recuo de 7,5% em Novembro deverá ter inviabilizado a marca dos 100 milhões no final do ano.

Os portos de Leixões e de Aveiro registaram os seus melhores resultados de sempre (os anteriores máximos datavam de 2015), com crescimentos homólogos de 7,7%% e 18,3%, respectivamente. Juntos, contribuíram com cerca de dois milhões de toneladas para o crescimento do sistema.

O porto que mais cresce, em termos homólogos, continua a ser Lisboa, mas ainda não o suficiente para repor as perdas acumuladas ao longo de anos de conflitos. Até ao final de Novembro progrediu 23,5%, ou 2,1 milhões de toneladas.

Sines, ao invés, recuou 0,9%. Porque os números de 2016 estão empolados em 1,7 milhões de toneladas que seriam destinadas a Leixões. Sem elas, destaca a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), o porto alentejano teria crescido menos no ano passado, é certo, mas estaria este ano a manter a rota claramente ascendente.

Entre os outros portos, Figueira da Foz e Viana do Castelo avançaram 2% e 7,3%, respectivamente, ao passo que Setúbal caiu 6,1% e Faro afundou 50,6%.

Contas feitas, Sines movimentou, entre Janeiro e Novembro, 46,4 milhões de toneladas (quota de mercado de 52,2%), Leixões 17,96 milhões (20,2%), Lisboa 11,2 milhões (12,6%), Setúbal 6,1 milhões (6,8%), Aveiro 4,8 milhões (5,4%), Figueira da Foz 1,9 milhões (2,2%), Viana do Castelo 385 mil toneladas (0,4%) e Faro 75 mil toneladas (0,1%).

 

Contentores e produtos petrolíferos

A carga contentorizada (31,4 milhões de toneladas) e os produtos petrolíferos (16,6 milhões de toneladas), os mais importantes no mix de mercadorias movimentadas nos portos nacionais, cresceram nos primeiros 11 meses do ano passado 5,7% e 14,3%, respectivamente.

A crescer também, e com peso nos números globais, estiveram os granéis sólidos (14,1% para 18,9 milhões de toneladas), com praticamente todos os tipos a avançar dois dígitos. A carga ro-ro subiu 20,9% até aos 1,3 milhões de toneladas.

Ao invés, a movimentação de petróleo bruto recuou 15,4% para 13,5 milhões de toneladas, e a carga geral fraccionada perdeu 9,3% para 5,2 milhões de toneladas.

 

Novembro em perda

Em Novembro, os portos do Continente movimentaram 7,5 milhões de toneladas, menos 7,5% do que há um ano. A “culpa” foi sobretudo da carga contentorizada, que recuou 19,5% para 2,6 milhões de toneladas.

Os granéis sólidos subiram 17,8% até aos 1,7 milhões de toneladas (com a movimentação de carvão a disparar 48,7%).

Os granéis líquidos perderam 8% para 2,7 milhões de toneladas (com o petróleo bruto e os produtos petrolíferos no vermelho).

A carga geral caiu 16,6% até aos 3,2 milhões de toneladas (apesar do ganho de 32,8% do ro-ro)

 

Fonte: Transportes &  Negócios

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