Ernesto Sampaio, presidente da CDSS destaca expansão do porto no Integração 5.0
Companhia Docas aposta em modernização, segurança e eficiência para ampliar competitividade.
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O Porto de São Sebastião vive um momento de expansão e reposicionamento no cenário logístico nacional, impulsionado por melhorias estruturais, ampliação de áreas internas e investimentos em infraestrutura viária. A avaliação foi apresentada pelo presidente da Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), Ernesto Sampaio, durante entrevista ao programa Integração 5.0, ao comentar os resultados operacionais e os próximos passos previstos para 2026.
Segundo Sampaio, o porto ultrapassou a marca de 1 milhão de toneladas movimentadas em 2023, atingindo 1,033 milhão. Em 2024, o crescimento foi ainda mais expressivo, chegando a 1,527 milhão de toneladas, resultado que representou aumento de aproximadamente 50% em relação ao ano anterior. O desempenho garantiu reconhecimento nacional ao porto, com premiação do Ministério de Portos e Aeroportos como o porto que mais cresceu percentualmente naquele ano.
Em 2025, houve um recuo considerado marginal, com movimentação de 1,440 milhão de toneladas. A queda, conforme o presidente, foi causada por uma dragagem de manutenção no berço principal, que ficou inoperante por cerca de 20 dias. Apesar disso, a Companhia Docas entende que o porto atingiu um novo patamar de estabilidade operacional.
A expansão, de acordo com a gestão, está diretamente relacionada à estratégia de inserir São Sebastião no mapa das grandes rotas logísticas, aproveitando a crescente saturação de portos como Santos, Rio de Janeiro e Paranaguá. O porto passou a ser apresentado como alternativa para movimentações adicionais, especialmente diante das limitações de capacidade e gargalos de acesso terrestre em outros complexos.
Além da atuação comercial e institucional, o crescimento também foi sustentado por investimentos internos. Foram pavimentados cerca de 20 mil metros quadrados de áreas antes ociosas, permitindo maior capacidade de armazenagem dentro do porto e maior eficiência operacional. O viário interno também passou por melhorias para facilitar o fluxo de caminhões e reduzir gargalos.
Outro destaque citado na entrevista foi o aumento de receita. Mesmo com pequena redução na movimentação, a arrecadação do porto cresceu cerca de 28% em relação a 2024, atingindo aproximadamente R$ 52 milhões. A Companhia Docas afirma que os recursos serão reinvestidos em modernização e novas estruturas.
Para 2026, a expectativa é ampliar a eficiência do fluxo rodoviário, com modernização das balanças de pesagem de caminhões, além da implantação de novos sistemas de segurança, como combate a incêndio e proteção contra descargas atmosféricas.
A principal obra prevista, no entanto, é a entrega de um novo acesso exclusivo para caminhões, conectando o porto diretamente ao Contorno Sul da Rodovia dos Tamoios. A previsão apresentada é que a estrutura seja concluída até o final de março, garantindo que veículos de carga não precisem circular pelo centro da cidade, reforçando a relação harmônica entre porto e área urbana.