Soft skills são o ativo invisível que sustenta o sucesso corporativo
No mundo do trabalho em transformação, competências comportamentais são tão estratégicas quanto às técnicas e empresas que entendem isso saem na frente
Divulgação CNP
Por Marcela Zaidem, fundadora do Cultura na Prática (CNP) Nos últimos anos, o mercado de trabalho passou por mudanças profundas. O avanço da tecnologia, o trabalho híbrido e a volatilidade econômica aceleraram a percepção de que não basta ter conhecimento técnico: é preciso saber aplicá-lo em contextos complexos, dinâmicos e desafiadores, com inteligência emocional e foco em resultados. Pesquisas reforçam essa virada de chave. Segundo a Gallup, 91% das empresas consideram habilidades como comunicação clara, pensamento crítico e resolução de problemas mais relevantes do que qualquer diploma técnico. Já um levantamento da Robert Half apontou que a inteligência emocional aparece como a soft skill mais valorizada pelos líderes, à frente de competências tradicionais. “As soft skills deixaram de ser um diferencial e se tornaram pré-requisito. Não é sobre substituir a técnica, mas sobre garantir que ela gere impacto real em ambientes colaborativos e de alta performance”, afirma Marcela Zaidem, fundadora do Cultura na Prática (CNP). O desafio, no entanto, é que soft skills não se desenvolvem em treinamentos pontuais ou palestras motivacionais. Elas exigem vivência, consistência e oportunidade para experimentação. É nesse ponto que iniciativas como as da CNP se destacam: transformar discurso em entrega, conectando cultura organizacional, comportamento e performance no dia a dia. Mentorias aplicadas, grupos de líderes em rede e imersões criativas, como o IT.Kitchen, em que a cozinha vira palco para exercitar comunicação, gestão da pressão e colaboração, são exemplos de como a consultoria torna as soft skills concretas, tangíveis e mensuráveis. “Quando criamos contextos que convidam as pessoas a colocar em prática empatia, escuta ativa e liderança, estamos fortalecendo a cultura e, consequentemente, o desempenho coletivo, criando times mais preparados para tomar decisões assertivas e entregar resultados consistentes em ambientes complexos”, completa a empreendedora. Se o conhecimento técnico abre portas, são as competências comportamentais que mantêm essas portas abertas. Em um mercado que exige adaptação constante, as empresas que tratam os soft skills como prioridade potencializam o capital humano e constroem diferenciais competitivos sustentáveis, capazes de sustentar performance mesmo em cenários de alta pressão. Mais do que uma tendência, as soft skills são alavancas de performance e diferenciação competitiva. Em um cenário em que a execução precisa andar de mãos dadas com a colaboração, competências como resiliência, adaptabilidade e liderança, de si mesmo e do outro, tornam-se essenciais para sustentar resultados de longo prazo. Como destaca Marcela Zaidem, ‘cuidar da cultura é garantir que as pessoas tenham clareza de propósito, autonomia e responsabilidade para entregar o melhor de si, em direção a um mesmo resultado’. É dessa integração entre cultura e performance que nascem organizações realmente sustentáveis.
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