“Redução da jornada pode elevar custos da indústria em até 12,7%”, diz ABIMAQ

Levantamento realizado pela ABIMAQ/SINDIMAQ com empresas do setor mostra que 83% das fabricantes seriam impactadas por uma redução da jornada de trabalho

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Créditos: Instagram ABIMAQ

Segundo levantamento realizado pela ABIMAQ/SINDIMAQ com empresas do setor de máquinas e equipamentos, 83% das empresas fabricantes seriam impactadas por uma redução da jornada de trabalho. Segundo a entidade, uma jornada reduzida a 40 horas semanais exigiria aumento médio de cerca de 12,7% nos custos trabalhistas, apenas para manter o nível de produção.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), a redução da jornada de trabalho teria que surgir atrelada a correspondente elevação da produtividade, caso contrário, o custo unitário do trabalho aumentaria e haveria uma redução da competitividade da indústria brasileira. No caso do setor representado pela ABIMAQ, a redução de horas trabalhadas implica, necessariamente, na necessidade de reorganização da produção, contratação adicional de trabalhadores ou aumento do uso de horas extras.

A Associação salienta que a indústria brasileira já enfrenta custos elevados, carga tributária elevada e forte concorrência internacional, especialmente de países asiáticos, então qualquer aumento estrutural de custos tenderia a diminuir a competitividade das empresas brasileiras e em alguns casos, um deslocar a produção para outros países.

A ABIMAQ defende que atualmente países que possuem jornadas de trabalho reduzidas alcançaram esse estágio após décadas de investimento em capital produtivo, automação, qualificação profissional e inovação tecnológica, e que hoje esse não é o caso do Brasil.

“Por isso, a ABIMAQ/SINDIMAQ entendem que a melhor estratégia é preservar a flexibilidade atual da legislação e permitir que ajustes na jornada sejam feitos por negociação coletiva, de acordo com a realidade produtiva do setor. Essa flexibilidade permite que eventuais reduções de jornada ocorram quando há ganhos de produtividade que sustentem essa mudança, evitando impactos abruptos sobre custos e empregos.”