Com aporte de R$ 60 milhões, dragagem reposiciona Porto de Natal no Nordeste

Intervenção vai ampliar o calado para 12 metros e reforçar a competitividade logística do terminal

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O Porto de Natal iniciou uma das mais importantes obras de infraestrutura dos últimos anos para a logística potiguar. Na última sexta-feira (24), começaram os serviços de dragagem do canal de acesso e da bacia de evolução, com investimentos estimados em R$ 60 milhões, oriundos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A obra tem como principal objetivo readequar o canal de acesso e ampliar o calado para 12 metros, permitindo a atracação de embarcações de maior porte, fator considerado estratégico para o aumento da competitividade do terminal no cenário nordestino. Além disso, a medida reforça a segurança da navegação e das manobras portuárias.

Segundo o diretor-presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), Paulo Henrique Macedo, o prazo estimado para conclusão é de 120 dias. A execução será dividida em duas etapas:

  • primeira fase: dragagem de manutenção de 4 milhas náuticas, equivalentes a 7,2 quilômetros do canal;
  • segunda fase: readequação da bacia de evolução, área destinada à manobra das embarcações.

A intervenção era aguardada há anos pelo setor produtivo do Rio Grande do Norte. De acordo com levantamento recente, cerca de 74% da produção do estado ainda escoa por portos como Suape (PE) e Pecém (CE), cenário que a nova dragagem busca reverter ao fortalecer a capacidade do terminal natalense.

Além da dragagem, a Codern informou que o pacote de investimentos contempla outras obras estruturais relevantes, incluindo:

  • reforço das defensas de proteção dos pilares centrais da Ponte Newton Navarro;
  • melhorias nas defensas do cais;
  • recuperação de armazéns e galpões;
  • modernização do sistema fotovoltaico do porto.

O avanço da infraestrutura ocorre em um momento de crescimento operacional do terminal. Dados recentes da Codern mostram que o Porto de Natal registrou alta de 21,23% na movimentação de cargas em 2025, reforçando a importância da obra para sustentar a expansão logística do estado.

No setor portuário, a expectativa é que a dragagem permita não apenas ampliar o fluxo de cargas tradicionais, como frutas para exportação, mas também abrir espaço para novos negócios, como granéis minerais, minério de ferro e cargas vivas, fortalecendo o papel estratégico do porto na economia do Nordeste.