Governo lança Move Brasil 2 com R$ 21,2 bilhões em crédito para renovação de frota

Programa terá juros entre 11% e 12% ao ano e carência ampliada para autônomos

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Governo lança Move Brasil 2 com R$ 21,2 bilhões em crédito para renovação de frota
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O governo federal lançou nesta quinta-feira (30) o programa Move Brasil 2, nova etapa da política de renovação da frota nacional de transporte rodoviário. A iniciativa amplia significativamente os recursos disponíveis, melhora as condições de financiamento e expande o alcance do programa para ônibus e implementos rodoviários.

O volume total de crédito saltou de cerca de R$ 10 bilhões na primeira fase para R$ 21,2 bilhões nesta nova rodada. Para caminhoneiros autônomos, os recursos dobraram, passando de R$ 1 bilhão para R$ 2 bilhões.

Entre as principais mudanças estão a redução das taxas de juros, agora entre 11% e 12% ao ano, e a ampliação do prazo de financiamento, que passa de cinco para até dez anos. A carência também foi ampliada, chegando a 12 meses para os autônomos.

Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, o novo pacote ficou “maior, melhor e mais abrangente”.

“Ampliamos recursos, reduzimos juros e aumentamos prazos, o que viabiliza a prestação e a compra”, afirmou durante o lançamento.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o impacto direto do programa sobre a indústria nacional e o emprego.

“Cada caminhão ou ônibus financiado é um pedido para a indústria brasileira. Estamos falando de produtos com 100% de conteúdo nacional, de emprego e renda no Brasil”, declarou.

Programa amplia impacto na cadeia logística

Diferentemente da primeira etapa, o Move Brasil 2 passa a contemplar não apenas caminhões, mas também ônibus e implementos rodoviários, ampliando o alcance sobre toda a cadeia de transporte e logística.

A expectativa do governo é estimular a renovação da frota nacional, aumentar a eficiência operacional e reduzir custos logísticos em diversos segmentos da economia.

Além dos impactos econômicos, o programa também busca ganhos ambientais e de segurança viária. Caminhões e ônibus mais modernos tendem a emitir menos poluentes e oferecer melhores condições de segurança nas estradas.

Política industrial ganha protagonismo

O lançamento reforça a estratégia do governo de utilizar a política industrial como ferramenta de estímulo econômico.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Igor Calvet, afirmou que o programa é resultado do diálogo entre governo e setor produtivo.

Segundo ele, a primeira fase do Move Brasil ajudou a reaquecer o mercado em um momento de desaceleração da indústria e contribuiu para preservar empregos nas montadoras.

“O caminhão é o meio pelo qual a economia funciona. É o alimento que chega à mesa, a produção que vai para exportação. Esse programa é para toda a economia”, afirmou.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários também destacou o impacto positivo esperado sobre a indústria de implementos, diretamente beneficiada pela renovação da frota.

Autônomos ganham mais espaço no programa

Um dos principais focos do Move Brasil 2 é ampliar o acesso ao crédito para caminhoneiros autônomos, evitando concentração dos recursos apenas em grandes transportadoras.

Além da ampliação do volume destinado à categoria, o programa prevê condições consideradas mais acessíveis, como carência de 12 meses e prazo de até 120 meses para pagamento.

O governo também destacou medidas complementares voltadas ao setor, incluindo ações relacionadas ao piso do frete, fiscalização eletrônica e redução de custos operacionais ligados ao diesel e aos sistemas de pedágio eletrônico.

Bancos públicos terão papel central

O programa contará com participação direta do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, responsável pela operação do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), que receberá aporte de R$ 2 bilhões.

Segundo o Ministério da Fazenda, esse valor poderá alavancar cerca de R$ 16 bilhões em financiamentos.

Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal também participarão da operacionalização do programa, ampliando a distribuição do crédito em todo o país.

Renovação da frota pode modernizar logística brasileira

O Move Brasil 2 surge em um momento em que o setor de transporte rodoviário enfrenta desafios ligados ao envelhecimento da frota, custos operacionais elevados e necessidade de maior eficiência logística.

A expectativa do governo e da indústria é que o programa estimule investimentos, fortaleça a produção nacional e contribua para uma modernização gradual do transporte rodoviário brasileiro.


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