SANTOS (SP) – O avanço da inteligência artificial e o uso estratégico de dados estiveram no centro da apresentação de Helmuth Hofstatter durante o ENIP 2026.
Fundador da LogComex, uma das principais empresas brasileiras de inteligência para comércio exterior, Hofstatter apresentou um panorama sobre como a transformação digital está modificando a logística mundial.
Segundo ele, as empresas que conseguem transformar informações em inteligência de mercado possuem vantagens competitivas significativas em relação aos concorrentes. O acesso em tempo real a dados sobre movimentação de cargas, tendências de importação e exportação e comportamento de mercados permite decisões mais rápidas e eficientes.
O executivo destacou que o conceito de "Porto Inteligente" já é uma realidade em diversos países e que o Brasil avança gradativamente nessa direção.
Entre as tendências apontadas estão o uso de inteligência artificial para previsão de demanda, automação documental, monitoramento em tempo real das operações e integração digital entre armadores, terminais, operadores logísticos e autoridades públicas.
Outro tema relevante foi a crescente influência de fatores geopolíticos nas cadeias globais de suprimentos. Mudanças em rotas comerciais, conflitos internacionais e disputas tarifárias vêm exigindo das empresas maior capacidade de adaptação.
Nesse contexto, a utilização de plataformas de inteligência de mercado torna-se uma ferramenta essencial para minimizar riscos e identificar oportunidades.
A apresentação demonstrou que a competitividade logística do futuro será cada vez mais determinada pela capacidade de interpretar dados e transformar informação em estratégia.