As empresas Norsul, Norcoast, Aliança, Mercosul Line, Elcano e Log-In oferecerão 23 vagas para o Curso de Oficiais da Cabotagem Brasileira – ASON, uma formação de marítimos destinada a profissionais com nível superior em engenharia e áreas relacionadas à navegação, como oceanografia, logística e cursos afins.
O curso é uma realização da ABAC (Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem), em parceria com a FEMAR (Fundação de Estudos do Mar), e tem como objetivo a ampliação do número de profissionais capacitados para atuar na cabotagem brasileira.
A qualificação será realizada na sede da FEMAR, no Rio de Janeiro, instituição que é referência na formação de marítimos no país, e exige nível superior para que os participantes tenham uma base técnica sólida, fundamental para assumir responsabilidades em navios mercantes.
Um dos diferenciais do programa é a contratação dos participantes pelas empresas ainda durante o curso, o que faz com que os profissionais recebam remuneração desde o início do processo formativo. Após a conclusão das etapas da formação, os selecionados permanecerão como funcionários efetivos, garantindo estabilidade e uma carreira sólida no setor marítimo.
A iniciativa é realizada em duas fases. A primeira consiste em um ano de curso intensivo, voltado para o aprendizado teórico em navegação, operação e segurança marítima. Já a segunda é feita por meio de um ano de efetivo embarque para estágio a bordo, período em que os alunos terão a oportunidade de aplicar seus conhecimentos na prática, em navios de cabotagem.
As inscrições para as 23 vagas são feitas separadamente e diretamente com as empresas contratantes. Elas são:
Escassez no setor
A ABAC e a FEMAR decidiram lançar uma campanha voltada à divulgação, atração e formação de candidatos para o curso, pois atualmente o setor enfrenta a escassez de oficiais da Marinha Mercante capacitados para atender à demanda. Esse é um problema que preocupa armadores, gestores e formuladores de políticas públicas.
A ação conjunta entre ABAC e FEMAR representa um passo fundamental para reduzir o déficit de oficiais mercantes e fortalecer a cabotagem. Por meio dela, o país ganha mais eficiência logística, aumenta a quantidade de profissionais qualificados e reduz custos e emissões graças ao fortalecimento da cabotagem.