Rocha inicia operações no Porto de Santana e prevê investimentos de R$ 88 milhões

A companhia acredita que a localização do porto é uma vantagem, pois favorece o acesso aos mercados europeu e asiático

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Foto: Divulgação/Acervo CDSA

A Rocha Terminais Portuários e Logística iniciou as operações no Porto de Santana, principal terminal de cargas do Amapá, marcando a entrada da empresa na região Norte do país e ampliando sua atuação no Arco Norte, corredor logístico estratégico para o escoamento da produção agrícola brasileira. 

 

O terminal possui área de 11,7 mil metros quadrados e capacidade de armazenagem de 76,6 mil toneladas, além de ser voltado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, principalmente soja e milho. A operação ocorre na área MCP03, arrendada pela companhia em leilão realizado em 2024. O contrato de concessão tem duração de 25 anos e prevê investimentos de R$ 88 milhões. 

 

De acordo com a empresa, a unidade deverá fortalecer a infraestrutura logística voltada ao comércio exterior e ampliar a capacidade de escoamento da produção agrícola das regiões Norte e Centro-Oeste.

 

"Esta expansão é um marco na trajetória da Rocha. Nosso principal objetivo será desenvolver a área e oferecer empregos, contribuindo de forma estratégica para o desenvolvimento do Arco Norte a partir do aumento da capacidade operacional e da competitividade do Porto de Santana", afirma Darlan De David, CEO da Rocha Terminais Portuários e Logística.

 

Além do início das operações, a companhia anunciou um plano de expansão da estrutura do terminal que inclui a ampliação do cais em 30 metros e a construção de novos silos de armazenagem. As melhorias devem elevar a capacidade operacional do porto e ampliar sua competitividade no atendimento ao agronegócio brasileiro.

 

A região do Arco Norte, formada por portos e estações de transbordo localizados nos estados do Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Maranhão, vem consolidando sua importância como alternativa logística para as exportações nacionais. O corredor vem registrando crescimento, impulsionado principalmente pelo aumento das exportações de grãos e das importações de fertilizantes. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que as importações de fertilizantes pelos portos da região cresceram 98% nos últimos quatro anos, alcançando 7,01 milhões de toneladas.

 

A localização estratégica do Porto de Santana é uma vantagem percebida pela companhia, pois favorece o acesso aos mercados europeu e asiático, além de oferecer vantagens logísticas pela proximidade com o Canal do Panamá. "A proximidade com o Canal do Panamá e com a Europa, por si só, torna o escoamento pelo Norte atrativo. E os recentes investimentos públicos e privados vêm para impulsionar sua relevância para a economia nacional", declara Darlan De David.

 

Com a inauguração da unidade em Santana, a Rocha amplia sua presença no sistema portuário brasileiro. A empresa já opera nos portos de Paranaguá (PR), São Francisco do Sul (SC) e Rio Grande (RS), além de manter atuação no Porto do Itaqui (MA), consolidando uma rede voltada à movimentação de granéis sólidos e líquidos, cargas gerais, celulose e produtos siderúrgicos.