Confronto entre caminhoneiros e PM intensifica tensão no segundo dia de greve no Porto de Santos

Caminhoneiros seguem mobilizados para pressionar o Senado Federal

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Manifestação na região da Alemoa teve confronto, uso de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Paralisação impactou o acesso ao maior complexo portuário da América Latina e reforçou pressão pela votação da MP do Frete.

Na manhã desta terça-feira (14), o segundo dia da greve dos caminhoneiros autônomos no Porto de Santos foi marcado por momentos de tensão na região da Alemoa. 

A manifestação terminou em confronto entre manifestantes e policiais militares, mobilizando equipes de segurança e provocando reflexos diretos na operação logística do maior complexo portuário da América Latina.

Segundo informações da Polícia Militar, a intervenção ocorreu após um dos participantes da manifestação arremessar uma pedra contra um veículo. 

A partir da escalada da situação, os agentes utilizaram bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes e restabelecer a ordem no local.

Durante a operação, houve registro de pessoas feridas e cenas de correria, enquanto caminhões permaneceram parados nas vias de acesso ao porto. As imagens registradas durante a mobilização mostram o clima de tensão vivido na região e o impacto da paralisação sobre a rotina portuária.

A greve também provocou congestionamentos e lentidão nas principais rotas de acesso ao Porto de Santos, afetando o fluxo de caminhões responsáveis pelo transporte de cargas de importação e exportação. 

Empresas de logística e operadores portuários acompanharam a situação ao longo do dia, avaliando possíveis impactos na programação operacional.

Os caminhoneiros afirmam que a paralisação tem como principal objetivo pressionar o Senado Federal pela votação da Medida Provisória do Frete, considerada uma das principais reivindicações da categoria. 

O movimento reúne profissionais autônomos que defendem mudanças nas regras do transporte rodoviário de cargas e maior segurança jurídica para o setor.

A expectativa é de que novas mobilizações ocorram caso não haja avanço nas negociações. Enquanto isso, autoridades seguem monitorando a situação para minimizar os impactos na operação do Porto de Santos e garantir a segurança nas áreas de acesso ao complexo portuário.

Legenda sugerida para a matéria:

As imagens registradas durante a manifestação mostram o confronto entre caminhoneiros e forças de segurança, evidenciando a tensão que marcou o segundo dia da greve no Porto de Santos e os reflexos da paralisação na operação portuária.