Energia nuclear ganha protagonismo na COP30 

Entidade do setor participa de painéis e debates com líderes mundiais

Por LARISSA HADDOCK LOBO
3 Min

Divulgação

A energia nuclear tem ocupado posição de destaque na COP30, que acontece em Belém (PA), consolidando-se como uma das soluções centrais no debate sobre a transição energética global. O presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), Celso Cunha, participa de uma série de painéis e encontros que reforçam o papel estratégico do setor no caminho para a descarbonização.
 

Nesta terça-feira (11), Cunha integrou um painel no pavilhão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), ao lado de representantes da Itália, dos Emirados Árabes Unidos e da própria agência. Durante sua fala, destacou que o Brasil já reconhece a energia nuclear como parte essencial de sua política climática, ao incluí-la na Política Nacional de Hidrogênio de Baixo Carbono e no Programa de Aceleração da Transição Energética (PATEN).
 

“O nuclear não é apenas uma alternativa de energia limpa, é um pilar de estabilidade para um sistema energético descarbonizado. O Brasil tem tecnologia, instituições e uma base industrial preparada para fazer dessa fonte uma aliada da segurança energética e da transição verde”, afirmou Cunha.
 

A ABDAN, entidade que reúne empresas e instituições nacionais e internacionais envolvidas em atividades nucleares no país, tem atuado para aproximar o setor das agendas globais de sustentabilidade e inovação. A presença da associação na COP30 reforça o compromisso do Brasil em participar ativamente da construção de uma transição energética inclusiva, segura e de longo prazo.
 

Na quarta-feira (12), Cunha participou do painel “Accelerating Climate Policy: From Evidence to Action Across Sectors”, que reuniu especialistas e formuladores de políticas públicas. Na ocasião, o dirigente apresentará iniciativas conjuntas entre a ABDAN e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), voltadas à modelagem de cenários para integração de pequenos reatores modulares (SMRs) na matriz energética nacional.
 

A discussão sobre o papel do nuclear na COP30 tem ganhado força entre países e organismos multilaterais, consolidando a percepção de que a fonte é essencial para cumprir metas climáticas e garantir energia estável em um cenário de crescente demanda global.

 
 


Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): Larissa Haddock Lobo Luz
larissa@agenciaamais.com.br