O governo venezuelano anunciou nesta quinta-feira (27/11) a revogação das licenças de operação de seis companhias aéreas internacionais, incluindo a brasileira Gol, após essas empresas suspenderem voos no país devido a um alerta de segurança emitido pela Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA). A medida, justificada por Caracas como adesão das aéreas a "ações de terrorismo de Estado" promovidas pelos EUA, agrava as tensões diplomáticas e impacta a conectividade aérea regional, com reflexos potenciais no transporte de cargas e passageiros ligados à logística internacional.
Companhias afetadas pela decisão de Maduro
A lista de empresas penalizadas inclui operadoras de peso no cenário global:
Essas companhias haviam interrompido operações após o alerta da FAA, válido até fevereiro de 2026, citando riscos de atividade militar elevada na região.
Impactos na economia e logística venezuelana
A revogação restringe voos de passageiros e cargas, afetando importações essenciais e o turismo, setores vitais para a economia local já fragilizada. Para o Brasil, a Gol enfrenta perdas operacionais diretas, enquanto o fluxo logístico sul-americano pode sofrer com rotas alternativas mais caras e demoradas.
Contexto diplomático e perspectivas
O episódio surge em meio a escalada de tensões entre Venezuela e EUA, com Maduro dando ultimato de 48 horas às aéreas para retomar voos, o que não ocorreu. Não há indícios imediatos de negociações, mas passageiros devem monitorar atualizações para evitar cancelamentos.