O avanço do Arco Norte como corredor estratégico para as exportações brasileiras ganhou um novo impulso com a chegada do Super Porto Verde em Itacoatiara. O empreendimento, desenvolvido pelo Super Terminais, recebeu investimentos de R$ 250 milhões e será voltado ao segmento de grãos e fertilizantes.
A estrutura, em fase de instalação, é considerada o maior sistema flutuante de transbordo de granéis das Américas e integra a estratégia da companhia para ampliar a eficiência logística na região amazônica.
Localizado a cerca de 175 quilômetros de Manaus, o projeto está inserido em uma área considerada estratégica para a integração entre hidrovias amazônicas e os fluxos de exportação do agronegócio brasileiro.
Segundo o diretor-geral do Super Terminais, Marcello Di Gregorio, o novo empreendimento deve representar um salto na logística nacional.
“O Arco Norte vem se consolidando como uma das principais rotas de exportação do Brasil, com destaque para o transporte hidroviário, um modelo que reduz impactos ambientais e impulsiona o desenvolvimento sustentável”, afirmou o executivo.
O píer flutuante será incorporado a uma área portuária de 300 mil metros quadrados e foi projetado para ampliar a capacidade de escoamento da produção agrícola brasileira. Inicialmente desenvolvido para operações com contêineres, o sistema foi adaptado para atuar no transbordo de granéis sólidos diante da crescente demanda por infraestrutura logística no corredor Norte.
Além do ganho operacional, o investimento também deve movimentar a economia regional. De acordo com a empresa, o Super Porto Verde deverá gerar cerca de 130 empregos diretos e outros 250 indiretos, fortalecendo a atividade econômica de Itacoatiara e ampliando a participação do Amazonas na cadeia logística nacional de commodities agrícolas.
A estrutura contará com 240 metros de extensão e 18 metros de largura, equipada com três guindastes elétricos Sennebogen modelo 895E, considerados os maiores do mundo na categoria e os primeiros em operação no hemisfério sul.
Os equipamentos terão capacidade operacional de até 2.100 toneladas por hora.
O sistema permitirá ainda a atracação simultânea de um navio Panamax de até 50 mil toneladas e seis barcaças, com previsão de operação em até 36 horas, reduzindo gargalos logísticos e aumentando a previsibilidade operacional para tradings e operadores do agronegócio.
A companhia também destacou que o projeto reforça sua estratégia de expansão alinhada à agenda de sustentabilidade, apostando no modal hidroviário como alternativa de menor emissão de carbono para o transporte de cargas em larga escala.
“Estamos prontos para entregar uma operação tecnológica, sustentável e eficiente que vai ampliar as alternativas de escoamento da produção agrícola brasileira”, completou Marcello Di Gregorio.

