A JBS Terminais anunciou a ampliação de suas operações no Porto de Itajaí, em Santa Catarina, com a entrada em serviço de duas novas linhas regulares de longo curso a partir de junho. A iniciativa fortalece a posição do terminal catarinense como um importante hub logístico para as exportações brasileiras, especialmente no segmento de cargas refrigeradas.
As novas rotas serão a UCLA/Gulf to Saec String 1 e a Bossa Nova/Sirius 1. A primeira conectará Itajaí à costa leste dos Estados Unidos, incluindo escalas estratégicas no Caribe e no norte da América do Sul. Já a segunda estabelecerá ligações com a Europa e a África, por meio dos portos de Algeciras, na Espanha, e Tânger, no Marrocos.
Além da ampliação da malha marítima, a empresa anunciou investimentos de aproximadamente R$ 9 milhões na aquisição de 25 caminhões destinados exclusivamente às operações portuárias. Os veículos serão utilizados no transporte interno de contêineres entre os pátios e o cais, permitindo à companhia assumir integralmente o controle das movimentações terrestres dentro do terminal.
Segundo a empresa, a entrega da nova frota está prevista para ocorrer ainda em maio, com a entrada gradual em operação ao longo de junho. O investimento busca aumentar a eficiência logística, reduzir tempos operacionais e oferecer maior previsibilidade aos clientes.
Com a incorporação das novas linhas, a JBS Terminais passará a operar 12 serviços regulares a partir de Itajaí, conectando o porto catarinense a mercados da Ásia, Europa, Américas, Oriente Médio e África. A estrutura é especialmente voltada ao atendimento das exportações de proteínas animais e outras cargas refrigeradas, segmento em que Santa Catarina ocupa posição de destaque nacional.
O terminal administrado pela empresa possui uma área operacional de 180 mil metros quadrados, 1.030 metros de cais, quatro berços de atracação com profundidade de até 14 metros, além de 1.705 tomadas para contêineres refrigerados e oito portões reversíveis para acesso de caminhões.
A expansão reforça o crescimento da movimentação conteinerizada no Porto de Itajaí e amplia a competitividade das exportações brasileiras, especialmente para mercados estratégicos da América do Norte, Europa e África.

