Minas Gerais tem reforçado sua estratégia logística para melhorar a ligação do interior do estado com os principais portos do Sudeste. Sem saída marítima própria, o estado depende de terminais em Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Vitória (ES) para escoar sua produção.

Para enfrentar esse desafio, Mila Corrêa da Costa, secretária de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, pontuou que o Governo do Estado estruturou o Plano Estadual de Logística e Transportes (PELT-MG), que define diretrizes para melhorar rodovias, ampliar a eficiência ferroviária e incentivar a multimodalidade. O objetivo é reduzir custos, aumentar a previsibilidade do transporte e fortalecer a competitividade do agronegócio e da indústria.

De forma complementar, o Plano Estratégico Ferroviário de Minas Gerais prevê a modernização e a expansão da malha ferroviária. A meta é ampliar a participação do transporte ferroviário na matriz estadual de 8% para 25% até 2035, reduzindo custos logísticos e emissões de poluentes.

O PELT-MG também prioriza eixos estratégicos de ligação aos portos do Sudeste e estimula o uso mais intenso do transporte ferroviário para cargas de grande volume, como minério, grãos, siderurgia e celulose. Ao mesmo tempo, prevê investimentos e concessões para modernização da malha rodoviária.

Entre as iniciativas destacadas está o corredor Rio–Minas, apontado como conexão estratégica para o escoamento da produção. O governo atua como articulador institucional para alinhar o setor produtivo, operadores logísticos e autoridades públicas.

Outro projeto considerado estratégico é a construção da EF-118 (Vitória–Rio), que funcionará como um anel ferroviário do Sudeste, ligando a malha da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) à malha da MRS Logística no Rio de Janeiro. A proposta prevê conexão com portos profundos como o Porto do Açu (RJ) e com novos terminais capixabas, como o Porto Imetame e o Porto Central.