O Porto de Santos passa a contar com 14 novos trabalhadores portuários avulsos (TPAs) na categoria de capatazia. Os profissionais foram diplomados pelo Órgão de Gestão de Mão de Obra do Trabalho Portuário do Porto Organizado de Santos (OGMO Santos) em cerimônia realizada nesta semana.
A nova turma concluiu um processo que se estendeu por aproximadamente seis meses, incluindo seleção e formação profissional. Com a diplomação, os trabalhadores estão habilitados a atuar nas operações de movimentação e gestão de cargas em terra, dentro da área portuária.
A formação foi conduzida com participação do Instituto de Desenvolvimento e Capacitação (Idcap) no processo seletivo e da Fundação Centro de Excelência Portuária de Santos (Cenep), responsável pelo treinamento dos novos profissionais.
Renovação da mão de obra
A chegada dos novos TPAs ocorre na sequência da diplomação de 290 trabalhadores de capatazia realizada em julho, ampliando o processo de renovação da força de trabalho disponível para as operações do complexo santista.
De acordo com informações divulgadas pelo OGMO Santos, a abertura das vagas está relacionada a uma convenção coletiva firmada entre o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) e o Sindicato dos Operários e Trabalhadores Portuários do Estado de São Paulo (Sintraport).
Para o OGMO Santos, a incorporação dos novos profissionais acompanha a necessidade de renovação da mão de obra diante do crescimento das operações portuárias.
Uma nova geração no porto
Entre os novos profissionais está Luis Henrique Gomes Souza, de 19 anos, que recebeu o diploma das mãos do avô, Antonio Gomes Y Gomes Filho, estivador e trabalhador portuário avulso desde 1979.
A história representa também a continuidade de uma trajetória familiar ligada ao trabalho portuário. Segundo relato divulgado na reportagem de A Tribuna, Luis foi criado pelo avô e vê o ingresso na atividade como uma oportunidade de dar sequência à história da família no Porto de Santos.
A entrada de novos trabalhadores ocorre em um momento de transformação da atividade portuária, marcado pelo aumento da movimentação de cargas, modernização dos terminais e necessidade de qualificação contínua dos profissionais que atuam nas diferentes etapas da cadeia operacional.
Capatazia
Na estrutura do trabalho portuário, a capatazia está relacionada às atividades realizadas em terra, incluindo operações de movimentação de mercadorias dentro da área portuária.
Os novos profissionais passam, portanto, a integrar a força de trabalho que participa diretamente da operação terrestre do Porto de Santos, elo fundamental entre os navios, terminais, armazéns e demais etapas da cadeia logística.
A diplomação reforça ainda a importância da formação profissional e da renovação das equipes para acompanhar a evolução da infraestrutura e da movimentação de cargas no maior complexo portuário brasileiro.
