O cenário político em Brasília começa a se movimentar em torno da sucessão no Ministério de Portos e Aeroportos. O nome de Anderson Pomini, atual diretor-presidente da Autoridade Portuária de Santos, é apontado como um dos cotados para assumir a pasta.
A possível mudança ocorre após Sílvio Costa Filho confirmar que deixará o cargo para disputar uma vaga no Senado por Pernambuco. A saída abre espaço para articulações dentro da base governista e, especialmente, no Republicanos.
Nos bastidores, a eventual indicação de Pomini teria boa receptividade junto ao presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, além de setores ligados à infraestrutura.
Experiência técnica e projeção nacional
À frente do Porto de Santos, Pomini tem defendido uma agenda baseada em ampliação de capacidade, segurança jurídica, atração de investimentos privados e modernização da gestão portuária. O Porto de Santos é responsável por cerca de um terço da balança comercial brasileira, o que confere peso político e técnico à sua liderança.
Caso a indicação se confirme, o movimento poderá sinalizar uma estratégia de fortalecimento do setor logístico como eixo central do desenvolvimento econômico nacional.
Analistas avaliam que o perfil técnico e a experiência administrativa no maior porto da América Latina podem ser fatores determinantes no processo de escolha.
O desfecho da articulação deverá ocorrer nas próximas semanas, consolidando ou não uma nova fase no comando da política portuária brasileira.

