Os portos catarinenses seguem ganhando relevância no cenário logístico nacional, impulsionados por investimentos em infraestrutura, sustentabilidade e eficiência operacional. Durante o programa Integração 5.0, o secretário de Portos e Desenvolvimento de Santa Catarina, Ivan Amaral, destacou o reconhecimento recebido pelos portos de Imbituba e São Francisco do Sul no Índice de Desenvolvimento Ambiental da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Segundo o secretário, o desempenho ambiental dos terminais reflete uma gestão rigorosa no cumprimento das exigências regulatórias e no cuidado com práticas sustentáveis. A premiação reconhece portos que adotam políticas ambientais consistentes, controle de impactos operacionais e gestão eficiente dos recursos naturais.

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Imbituba e São Francisco do Sul são administrados pelo governo do estado e têm se destacado nacionalmente por investimentos em modernização e governança portuária. A gestão dos terminais vem priorizando a integração entre crescimento operacional e responsabilidade ambiental, uma exigência cada vez maior do comércio marítimo internacional.

Além dos portos públicos, outros terminais privados de Santa Catarina também receberam reconhecimento ambiental, como os localizados em Navegantes e Itapoá, reforçando o posicionamento do estado como referência em sustentabilidade no setor portuário brasileiro.

De acordo com Amaral, o reconhecimento ambiental também fortalece a atratividade dos portos catarinenses para investimentos internacionais, especialmente em um momento de reorganização das cadeias globais de produção e logística. Empresas e operadores têm priorizado terminais que atendam a padrões ambientais mais elevados, alinhados às novas exigências do comércio internacional.

Nesse contexto, Santa Catarina vem ampliando projetos de infraestrutura para acompanhar o crescimento da movimentação portuária. Um exemplo é a dragagem no acesso ao Porto de Itapoá, realizada em parceria entre o governo estadual e a iniciativa privada, com investimento de cerca de R$ 324 milhões. A obra permitirá a operação de navios de até 400 metros de comprimento, ampliando a competitividade do terminal no comércio marítimo global.

Mesmo com o avanço no setor portuário, o secretário destacou que o maior desafio logístico do estado está fora do mar. A principal preocupação atualmente está na infraestrutura terrestre, especialmente nas rodovias que dão acesso aos terminais.

Trechos estratégicos como a BR-280 e a BR-101 Norte enfrentam congestionamentos frequentes e atrasos históricos em projetos de duplicação. A expansão da movimentação portuária, somada à abertura de novos terminais graneleiros na região, tende a aumentar ainda mais a pressão sobre essas vias.

Diante desse cenário, o governo catarinense tem buscado alternativas para ampliar a capacidade logística, incluindo projetos de melhoria rodoviária e investimentos em novas soluções de transporte.

Para especialistas e autoridades, a sustentabilidade operacional, aliada à expansão da infraestrutura logística, será determinante para consolidar Santa Catarina como um dos principais polos portuários do Brasil nas próximas décadas.