O setor brasileiro de petróleo e gás ganhou novas áreas para exploração no pré-sal. No 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha (OPP), realizado nesta quarta-feira (7), no Rio de Janeiro, sete dos 13 blocos ofertados foram arrematados, no maior número de áreas contratadas desde o início da modalidade.

O resultado estabelece uma nova dimensão para a exploração sob o regime de partilha no país. Os sete blocos deverão gerar R$ 530,47 milhões em bônus de assinatura, enquanto os investimentos mínimos previstos para a primeira fase dos contratos, correspondente à exploração, chegam a R$ 778,43 milhões.

Petrobras, Prio e Equinor entre as vencedoras

A disputa distribuiu os blocos entre empresas brasileiras e estrangeiras.

Na Bacia de Campos, a Prio Forte conquistou os blocos Magnetita e Hematita, enquanto a Petrobras ficou com Azurita.

Já na Bacia de Santos, a Petrobras arrematou Cruzeiro do Sul. O bloco Jade ficou com um consórcio formado por CNOOC Petroleum, com 70%, e Sinopec, com 30%. A Equinor ficou com Rubi e também venceu Rodocrosita em parceria com a Galp Energia Brasil.

Um dos principais destaques foi o desempenho das ofertas de excedente em óleo destinado à União. Todos os sete blocos receberam percentuais superiores aos mínimos estabelecidos no edital, com ágio médio de 108,38%.

O maior percentual foi registrado no bloco Rodocrosita, com 494,64% de ágio.

Área exploratória cresce 58%

Com os novos contratos, o número de blocos exploratórios sob o regime de partilha passa de 13 para 22. A área exploratória abrangida pelo regime também aumenta de 24,8 mil km² para 39,2 mil km², uma expansão de aproximadamente 58%.

O resultado supera o desempenho do ciclo anterior. Em 2025, o 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha havia registrado cinco blocos arrematados.

Sem disputa direta entre empresas

Apesar do volume de áreas contratadas, o certame teve uma característica particular: não houve concorrência direta entre empresas pelos blocos. Cada área arrematada recebeu uma única proposta, que acabou sendo vencedora.

Ainda assim, os percentuais ofertados para o excedente em óleo elevaram significativamente os ganhos potenciais da União ao longo da produção futura.

No regime de partilha, as empresas têm direito à parcela necessária para recuperar os custos da atividade, enquanto o excedente de óleo é dividido entre as companhias e a União. O percentual destinado ao governo é justamente o principal critério de definição dos vencedores no leilão.

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Próximos passos

As empresas e consórcios vencedores ainda precisam cumprir as etapas administrativas previstas no processo, incluindo a apresentação da documentação e o pagamento dos bônus de assinatura.

De acordo com o cronograma da ANP, os contratos deverão ser assinados até 26 de fevereiro de 2027.

O resultado reforça a posição do pré-sal brasileiro como uma das principais fronteiras de investimentos em exploração e produção de petróleo, ao mesmo tempo em que amplia a participação do regime de partilha na estratégia de desenvolvimento das reservas nacionais.


Resultado do 4º Ciclo da OPP

Bacia Bloco Excedente em óleo para a União Vencedor
Campos Magnetita 32,80% Prio Forte
Campos Hematita 7,18% Prio Forte
Campos Azurita 30,00% Petrobras
Santos Jade 18,20% CNOOC Petroleum / Sinopec
Santos Cruzeiro do Sul 15,27% Petrobras
Santos Rubi 25,02% Equinor Brasil
Santos Rodocrosita 15,52% Equinor Brasil / Galp

Fonte: ANP.