A reflutuação do navio Professor Wladimir Besnard, que adernou no cais do Valongo no início de março, deve custar mais de R$ 8,6 milhões. A informação consta no Diário Oficial da União desta terça-feira (31). Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), o caso vem sendo tratado como prioridade desde o incidente, com foco na segurança da navegação e na preservação ambiental.
O serviço será executado pela Marfort Serviços Marítimos e inclui plano de mergulho, segurança operacional, içamento, metodologia de reflutuação, contenção de poluição e docagem em estaleiro. De acordo com a própria APS, a operação deve começar ainda nesta semana e tem previsão de durar até cinco dias. O acordo tem vigência de seis meses.
Adernamento
O navio adernou no dia 13 de março, mas parte da estrutura permanece fora da água por ter encostado no fundo do estuário. Segundo o presidente do Instituto do Mar (IMar), Fernando Liberalli, o acidente ocorreu após o navio encher de água. Ele esclareceu que, no início do mês, foram registradas fortes chuvas e as bombas de sucção estavam fora de operação devido ao furto da fiação.
Apesar de a embarcação ser de posse do IMar, a APS decidiu assumir a responsabilidade diante da situação emergencial declarada pela Capitania dos Portos. O navio, de propriedade privada, deve ser levado pela APS até um estaleiro para avaliação. Já a reforma deve ser realizada pelo IMar, que busca parceiros.
A Marinha do Brasil informou, anteriormente, que a embarcação não oferecia risco iminente à navegação, pois estava assentada no leito e permaneceu amarrada ao cais. Apesar disso, a APS implementou medidas para garantir a segurança.
História
O Professor Wladimir Besnard possui uma grande importância histórica para a pesquisa nacional. O navio participou da primeira expedição brasileira à Antártida e realizou mais de 150 expedições de pesquisa marinha, o que reforça seu valor histórico e institucional.

