Os roubos de carga na Baixada Santista apresentaram uma queda de 84,6% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado. Essa marca representa o menor índice registrado desde 2002.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e, ainda de acordo com o órgão, aconteceram oito ocorrências entre janeiro e março, contra 52 no mesmo período em 2025.

O recuo representa a sequência de uma tendência de queda nos últimos anos. Em 2018, a região chegou a registrar 140 casos. Já em 2023, no primeiro ano da atual gestão, 117 ocorrências foram registradas. Desde então, os números vêm diminuindo de forma consecutiva.

O destaque do levantamento foi Praia Grande, que apresentou a maior redução de casos. Foram 11 ocorrências em 2025 e nenhum registro em 2026. Em março deste ano, apenas 2 casos foram registrados em toda a Baixada Santista, um em Santos e outro em Guarujá, apresentando o menor volume mensal já registrado em 26 anos.

O balanço também inclui as outras seis cidades da Região Metropolitana da Baixada Santista: Bertioga, Cubatão, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe e São Vicente.

Por meio de nota, Carlos Afonso Silva, coordenador do Programa de Prevenção de Furtos e Roubos de Cargas (Procarga), alegou que a região sempre foi atrativa para os criminosos por conta do Porto de Santos, que "facilita o escoamento de mercadorias ilícitas". Mas também pontuou que a Baixada Santista tem sido alvo de diversas operações de combate ao roubo de carga, o que contribui para a redução dos indicadores.

"Parcela significativa dos roubos é praticada por organizações criminosas, que são desmanteladas e acabam migrando de foco de atuação ou de território", afirmou.

No estado de São Paulo, os roubos de carga caíram 32,4% no primeiro trimestre, diminuindo de 971 para 656 registros, o menor índice para o período desde 2001. No interior paulista, também houve recorde de baixa, com 103 ocorrências entre janeiro e março, redução de 46,3% em relação a 2025.