Um aeroporto, diferentes modais e um mesmo objetivo: conectar quem movimenta a logística brasileira.
Foi neste cenário que o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), recebeu, no último dia 1º de setembro, a segunda etapa do Encontro Nacional Indústria Porto (ENIP) 2026.
Depois de abrir sua programação anual em Santos, tendo como pano de fundo o maior complexo portuário da América Latina, o ENIP inovou ao levar sua segunda etapa para dentro de um dos mais importantes aeroportos do Brasil.
A escolha não aconteceu por acaso.
Viracopos ocupa uma posição estratégica na logística nacional e é uma das principais portas de entrada e saída de cargas de alto valor agregado do país. Em 2026, seu Terminal de Cargas registrou crescimento de 11,5% no primeiro semestre, movimentando 148,4 mil toneladas.
O aeroporto é responsável pelo processamento de aproximadamente um terço de toda a carga que chega ao Brasil pelo modal aéreo, números que ajudam a dimensionar a importância de Viracopos para o comércio exterior e para as cadeias produtivas brasileiras.
Foi justamente nesse ambiente que profissionais da logística, executivos, representantes do poder público, especialistas e lideranças empresariais se encontraram para uma manhã marcada por debates, reuniões, networking e novas conexões.
Grandes nomes marcaram a segunda etapa
A Etapa Campinas reuniu representantes de importantes instituições e organizações diretamente ligadas à infraestrutura, logística e desenvolvimento econômico.
Entre os nomes que participaram da programação estiveram Angelino Caputo, presidente-executivo da ABTRA; Emanuelle Soares, superintendente de Regulação Econômica de Aeroportos da ANAC; Adriana Flosi, secretária de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação de Campinas; Pedro Viriato Parigot Souza Filho, de Viracopos Aeroportos; e Ricardo Maeshiro, gerente de Planejamento Logístico e Inovação da Autoridade Portuária de Santos.
O segundo painel também reuniu nomes como Caroline Nais, do Governo do Estado de São Paulo; José Efraim Neves, da TIC/Comporte; Marcelo Coluccini, da Prefeitura de Campinas; Mário Povia, do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI); e Anselmo Riso, do CIESP Campinas.
A mediação dos debates ficou a cargo do jornalista e economista Luiz Arthur Nogueira.
Mais do que a presença dos palestrantes, porém, chamou atenção a expressiva participação de profissionais ligados à cadeia logística, que fizeram de Viracopos um grande ponto de encontro do setor durante a realização do evento.
ENIP vai além dos painéis
Entre uma discussão e outra, corredores e espaços destinados ao networking se transformaram em ambientes para reuniões, reencontros profissionais, apresentação de projetos e aproximação entre diferentes segmentos.
E talvez esteja justamente aí uma das características que vêm fortalecendo o ENIP.
O encontro não se limita ao palco.
Ao aproximar quem produz, quem transporta, quem opera, quem regula e quem investe, o evento cria um ambiente em que indústria, porto, aeroporto, ferrovia, rodovia e comércio exterior passam a fazer parte de uma mesma conversa.
Em Viracopos, essa proposta ganhou ainda mais significado.
Viracopos: logística no DNA
Localizado em Campinas, dentro de uma das regiões industriais e tecnológicas mais importantes do país, Viracopos possui uma estrutura que vai muito além do transporte de passageiros.
Seu Terminal de Cargas está entre os mais importantes do Brasil e possui aproximadamente 90 mil metros quadrados, além de sistemas automatizados de armazenagem e estruturas especializadas para diferentes tipos de mercadorias.
O terminal é ainda o maior do país em valor FOB de carga aérea importada, segundo dados divulgados pelo próprio aeroporto.
Ao escolher Viracopos para receber sua segunda etapa, portanto, o ENIP colocou o debate logístico exatamente onde parte significativa dessa logística acontece todos os dias.
Um encontro cada vez maior
A movimentação registrada em Campinas reforça o crescimento do Encontro Nacional Indústria Porto e sua consolidação como um dos importantes ambientes de discussão e relacionamento da logística brasileira.
O próprio conceito do evento vem se ampliando.
Se o nome nasceu da conexão entre indústria e porto, a realidade apresentada em Viracopos mostrou que essa discussão hoje passa necessariamente por aeroportos, ferrovias, rodovias, tecnologia, infraestrutura, comércio exterior e integração regional.
Santos abriu o calendário de 2026.
Viracopos mostrou a força dessa expansão.
E a próxima parada será São Paulo, em 19 de novembro, encerrando o circuito do ENIP 2026.
Mais do que mudar de cidade, o ENIP parece estar ampliando suas fronteiras.
Do porto ao aeroporto, a logística brasileira encontrou em Viracopos um novo ponto de encontro.
