O Ministério do Empreendedorismo confirmou recentemente mudanças nas regras para os Microempreendedores Individuais (MEIs). Em entrevista ao Integração, programa oficial do Encontro Nacional Indústria Porto (ENIP), conduzida pelo empresário André Ursini, o ministro Paulo Pereira, titular da pasta, detalhou as medidas e seus impactos práticos na economia.
Um dos focos principais da conversa foi a aprovação do novo teto de faturamento anual da categoria, que passa de R$ 81 mil para R$ 140 mil, e o perdão de dívidas acumuladas por empreendedores desde o período da pandemia. “O governo abre mão de uma receita que dificilmente viria. Mas, ao devolver esses MEIs à formalidade, o potencial de arrecadação passa a ser muito maior", explicou o ministro.
A nova autorização para que o MEI contrate um segundo funcionário também foi discutida. Para Ursini, a mudança altera diretamente a capacidade operacional das empresas. "O empreendedor passa a produzir mais. Além disso, o retorno à formalidade devolve a ele a possibilidade de acesso a crédito e bancarização para atuar no mercado de forma correta", observou o apresentador.
Mercado externo e integração do setor
O tratado entre Mercosul e a União Europeia foi outro ponto do encontro. Ursini, autor do livro “A Nova Fronteira do Mercosul”, citou o bloco de 800 milhões de consumidores europeus como uma oportunidade plausível para produtores brasileiros exportarem itens como queijos, calçados e artesanato. O ministro concordou com a visão e recomendou a criação de linhas de crédito direcionadas para capacitar e proteger a produção nacional diante da concorrência externa.
A pauta retrata o objetivo do Programa Integração de aproximar a gestão pública das demandas do setor produtivo. Com transmissão de alcance nacional e público de Santos a Manaus, o programa atua de forma alinhada ao Jornal Portuário e ao ENIP para identificar necessidades logísticas e debater o desenvolvimento econômico de modo contínuo.
Na conclusão, Pereira reconheceu o papel da comunicação e de espaços de discussão para o fomento dos negócios no país. Para Ursini, veículos como o Integração cumprem o mesmo ciclo de quem produz: “Sobreviver, crescer e perpetuar, deixando sempre algo para os que virão”.

