Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP) participam de ações de monitoramento e retirada da ostra exótica invasora Saccostrea cucullata em Cananeia, no litoral sul de São Paulo. Originária do Indo-Pacífico, a espécie preocupa pesquisadores por competir por espaço com as ostras nativas e representar uma ameaça à biodiversidade dos manguezais.

O trabalho envolve pesquisa científica e atividades de campo para acompanhar a distribuição do molusco e reduzir sua presença em áreas afetadas. A iniciativa também tem importância para as comunidades pesqueiras locais, que dependem dos recursos naturais do estuário.

Entre as possíveis vias de introdução da espécie estão o transporte de organismos pela água de lastro dos navios e a fixação de moluscos nos cascos das embarcações, processo conhecido como bioincrustação.

A água de lastro é utilizada para garantir a estabilidade dos navios e pode transportar organismos aquáticos entre diferentes regiões. Entretanto, não há confirmação de que uma embarcação específica ou uma descarga de lastro tenha provocado a introdução da ostra em Cananeia.

A expansão da espécie exótica pode aumentar a competição com as ostras nativas e afetar o equilíbrio ecológico dos manguezais. Por isso, o monitoramento e a retirada dos exemplares são medidas importantes para acompanhar a invasão e avaliar formas de controle.

O caso também chama a atenção do setor marítimo e portuário para a importância do gerenciamento da água de lastro e da prevenção da bioincrustação, mecanismos reconhecidos como possíveis vetores de dispersão de espécies aquáticas invasoras.

A iniciativa reforça a necessidade de integrar pesquisa científica, proteção ambiental e participação das comunidades locais para preservar os ecossistemas costeiros e os recursos naturais dos quais depende a pesca artesanal.