Canal do Panamá prevê aumento de 50% de navios de GNL até Setembro

Canal do Panamá prevê aumento de 50% de navios de GNL...

As autoridades do Canal do Panamá esperam que o número de navios aumente devidos às exportações de GNL dos Estados Unidos, que têm tido um incremento.

A Autoridade do Canal do Panamá (ACP) espera que o número de navios tanque de gás natural liquefeito (GNL) aumente 50% na travessia do Canal do Panamá até Setembro, devido ao incremento de exportação de combustível dos Estados Unidos, segundo a Reuters. Estes navios, que fazem uma média de 20 horas e meia para percorrer o canal, incluindo o tempo de espera e o tempo de trânsito, representam 9% do tráfego através das novas eclusas.

No último trimestre de 2017, o Canal do Panamá recebeu 60 navios tanque a GNL, bem acima dos 43 que recebeu no mesmo trimestre do ano anterior. A maioria das operadoras carregam nos Estados Unidos para descarregarem na Costa do México, no Pacífico, ou na América do Sul. Em todo o caso, o Panamá está a tentar ser mais flexível nas reservas de tráfego a GNL, de modo que os navios possam escolher passar pelo canal mesmo que não tenham originalmente planeado fazê-lo.

A procura de GNL tem crescido devido não só à grande reserva existente, principalmente nos campos dos Estados Unidos, como ao facto de ser um combustível mais limpo. “A revolução dos xistos nos Estados Unidos não só produziu um salto quântico em termos de tecnologia e volumes, como se tornaram catalisadores para o desenvolvimento e a rápida evolução de um mercado crescente, com trocas e contratos de curto prazo que eram impensáveis há uns anos atrás”, referiu Jorge Quijano, responsável do ACP.

Assim, Jorge Quijano refere que “estamos quase a atingir um navio tanque por dia” e acredita que em 2020 dobre o tráfego de navios tanque no canal devido às exportações dos Estados Unidos. Baseado em dados do ACP, o segmento de GNL tem ultrapassado as expectativas originais do canal de um trânsito por semana, sendo que em média 5,2 navios a GNL passam semanalmente pelo canal.

 

 

Fonte: Jornal da Economia do Mar

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