O Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank, oficialmente registrado como Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento. A decisão foi tomada após a autoridade monetária constatar a incapacidade da instituição de honrar compromissos financeiros e manter condições mínimas de funcionamento.
Segundo o Banco Central, a medida visa proteger o sistema financeiro nacional e os clientes, diante do agravamento da situação econômico-financeira da empresa. Com a liquidação, todas as operações do Will Bank são interrompidas e a administração da instituição passa para um liquidante nomeado pelo próprio regulador.
O Will Bank mantinha ligação societária com o Banco Master, que já havia entrado em processo de liquidação anteriormente. Essa relação aumentou o grau de risco da operação e acelerou a deterioração financeira da instituição, segundo avaliações do mercado.
Outro fator determinante foi a suspensão dos serviços de bandeira de cartões, o que comprometeu diretamente a operação do banco digital e impactou clientes que utilizavam cartões de crédito e débito vinculados à instituição.
Com a liquidação extrajudicial, clientes com recursos aplicados em produtos cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos podem ter direito ao reembolso, respeitando o limite de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. O pagamento, no entanto, depende dos procedimentos formais conduzidos pelo liquidante e pelo próprio FGC.
Já valores que não se enquadram na cobertura do fundo passam a integrar o processo de liquidação, no qual credores são pagos conforme a ordem legal, após o levantamento dos ativos da instituição.
A liquidação do Will Bank reforça o alerta do Banco Central sobre a importância da solidez financeira das instituições que operam no sistema bancário brasileiro, especialmente no segmento de bancos digitais e financeiras de crédito, que cresceram rapidamente nos últimos anos.