Casa Branca anuncia morte de Khamenei, mas governo iraniano desmente

Ataques atingiram dezenas de províncias e deixaram centenas de mortos, segundo autoridades iranianas

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Casa Branca anuncia morte de Khamenei, mas governo iraniano desmente
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, teria sido morto durante ataques conduzidos por forças norte-americanas e por Israel contra o território iraniano.

A declaração foi publicada na rede social Truth Social. Trump afirmou que o aiatolá não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento utilizados na ofensiva e prometeu manter “bombardeio pesado e direcionado” ao longo da semana, até atingir o que chamou de objetivo de paz no Oriente Médio.

Horas depois, o governo iraniano negou a informação. O chanceler Abbas Araghchi declarou à emissora NBC que Khamenei está vivo e que a maioria dos oficiais iranianos permanece em segurança. Segundo ele, a ofensiva foi unilateral, ilegal e ilegítima sob o direito internacional.

Ofensiva e vítimas

Durante a madrugada, forças dos Estados Unidos e de Israel lançaram ataques contra diversas províncias iranianas. De acordo com o Crescente Vermelho do Irã, ao menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas.

Relatos da emissora iraniana Hispan TV indicam que familiares do líder supremo também teriam sido atingidos, embora essas informações não tenham sido confirmadas por fontes independentes.

Retaliação e impacto global

O Irã respondeu com ataques contra Israel e contra bases militares norte-americanas na região. Segundo a imprensa estatal iraniana, instalações no Bahrein, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita teriam sido alvo da retaliação.

Autoridades iranianas também anunciaram o fechamento do Estreito de Ormuz, rota considerada estratégica para o transporte global de petróleo. A agência britânica Maritime Trade Operations informou ter recebido notificações de embarcações que operam no Golfo Pérsico confirmando alertas sobre a interrupção da passagem.

No Conselho de Segurança da ONU, o embaixador iraniano classificou os ataques como crime de guerra e afirmou que o país continuará exercendo seu direito de autodefesa.

Protestos e mobilização

Manifestações foram registradas em diversas cidades iranianas, incluindo a capital Teerã, com milhares de pessoas protestando contra os ataques. Nos Estados Unidos, atos também ocorreram em frente à Casa Branca e na Times Square, em Nova York.

A escalada amplia o risco de instabilidade regional e levanta preocupações globais sobre segurança energética e impactos no comércio internacional, especialmente diante da importância estratégica do Estreito de Ormuz para o fluxo de petróleo.


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