Especialistas apontam que acordo internacional exigirá infraestrutura mais eficiente no país

Novo cenário comercial aumenta pressão por modernização de portos, rodovias e ferrovias.

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A possível consolidação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia pode representar uma das maiores transformações econômicas recentes para o Brasil. O tema foi debatido durante o programa Integração 5.0, que analisou os impactos da abertura comercial para a indústria, o agronegócio e o setor logístico.

Especialistas apontam que a integração comercial ampliará o acesso do Brasil a um mercado com centenas de milhões de consumidores, criando oportunidades para diversos setores produtivos.

O economista e professor universitário Luciano Simões destacou que o país possui enorme potencial competitivo, especialmente em áreas como agronegócio, produção industrial e exportação de alimentos.

Segundo ele, a abertura comercial tende a estimular a produtividade, gerar novos empregos e aumentar o consumo interno, criando um ciclo positivo de crescimento econômico.

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Ao mesmo tempo, o novo cenário exige que o Brasil esteja preparado para lidar com o aumento da demanda por transporte e logística. Portos, rodovias, ferrovias e aeroportos precisarão acompanhar o crescimento das exportações.

Hoje, um dos principais gargalos está justamente na infraestrutura nacional. O Brasil investe menos de 2% do PIB em infraestrutura, muito abaixo da média de países em desenvolvimento, que aplicam entre 6% e 8%.

Esse déficit de investimentos já começa a gerar sinais de saturação em diversos setores, incluindo transporte rodoviário, aeroportos e sistemas logísticos.

Para os especialistas, a ampliação de parcerias público-privadas e o fortalecimento de políticas de longo prazo serão fundamentais para que o país consiga aproveitar plenamente as oportunidades geradas pela integração internacional.

Além do agronegócio, áreas como tecnologia, engenharia, indústria e serviços também podem se beneficiar do novo cenário global.

Se bem estruturado, o acordo poderá posicionar o Brasil como um dos principais protagonistas econômicos do comércio internacional nas próximas décadas.