O Porto de Itajaí, em Santa Catarina, foi palco de uma ocorrência de incêndio em sua área operacional, elevando a atenção sobre os protocolos de segurança no complexo portuário. A recente ocorrência foi registrada na noite de sábado, 25 de abril de 2026, por volta das 21h45, no terminal atualmente sob gestão da JBS Terminais, localizado na área portuária central de Itajaí.
De acordo com informações confirmadas pela Superintendência do Porto, o fogo atingiu um guindaste do tipo Mobile Harbour Crane (MHC), equipamento fundamental para as operações de carga e descarga de contêineres. As chamas consumiram totalmente a estrutura do equipamento, gerando uma densa coluna de fumaça visível em diferentes pontos da cidade. Apesar da gravidade do incidente, não houve registro oficial de vítimas ou feridos, sendo contabilizados apenas danos materiais.
Durante a resposta à emergência, os rebocadores da SAAM, com destaque para o SAAM Antares, tiveram papel estratégico no apoio às equipes de contenção e monitoramento da área portuária, atuando em conjunto com o Corpo de Bombeiros e a brigada interna do porto. A rápida mobilização evitou que as chamas se espalhassem para contêineres próximos, embarcações atracadas ou outras estruturas críticas do terminal.
O episódio ocorre poucos dias após outra ocorrência envolvendo princípio de incêndio em operação portuária, também noticiado em plantões anteriores do Jornal Portuário, o que acende um alerta sobre a necessidade de reforço nas inspeções preventivas e nos sistemas de combate a incêndio dentro do complexo.
Segundo documentos da própria autoridade portuária, cenários envolvendo incêndio, explosão e vazamento em MHCs já constam dos planos oficiais de emergência do porto, com protocolos específicos para pronta resposta.
As causas do incêndio deste sábado ainda serão apuradas pelas autoridades competentes, e a expectativa é de que uma perícia técnica identifique se houve falha mecânica, pane elétrica ou outro fator externo relacionado ao equipamento.
O caso reacende discussões sobre a segurança dos ativos operacionais, especialmente em um momento de retomada e fortalecimento das operações de contêineres no Porto de Itajaí.