Exportação de café do Brasil cresce em volume, mas receita cai 18% em abril
Cecafé aponta aumento de 0,6% nos embarques e queda provocada pelas oscilações do mercado internacional
O Cecafé informou que o Brasil exportou 3,122 milhões de sacas de 60 quilos de café em abril de 2026, resultado 0,6% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.
Apesar do crescimento no volume embarcado, a receita cambial do setor apresentou retração de 17,7% no período, passando de US$ 1,347 bilhão em abril de 2025 para US$ 1,109 bilhão neste ano.
Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o aumento das exportações em número de sacas foi impulsionado pela entrada no mercado de cafés da nova safra, principalmente os canéforas, somados aos estoques remanescentes da colheita anterior.
Já a queda na receita foi atribuída às oscilações nos preços internacionais do café no mercado global.
No acumulado de dez meses do ano-safra 2025/26, entre julho de 2025 e abril de 2026, o Brasil exportou 32,247 milhões de sacas, volume 19,4% inferior ao registrado no mesmo intervalo do ciclo anterior.
Mesmo com a retração nos embarques, a receita cambial acumulada no período apresentou leve crescimento de 0,8%, alcançando US$ 12,551 bilhões.
Entre janeiro e abril de 2026, o país exportou 11,619 milhões de sacas, queda de 16,1% em comparação ao mesmo período do ano passado. A receita cambial nos quatro primeiros meses do ano somou US$ 4,490 bilhões, retração de 14,4%.
De acordo com o Cecafé, os resultados já eram esperados diante do elevado volume exportado pelo Brasil em 2025.
No ranking dos principais destinos do café brasileiro no primeiro quadrimestre, a Alemanha liderou as compras com 1,563 milhão de sacas, equivalente a 13,4% dos embarques totais do país, apesar da queda de 12,8% na comparação anual.
Os Estados Unidos apareceram em segundo lugar, com 1,390 milhão de sacas e retração de 41,5%. Em seguida vieram Itália, Bélgica e Japão.
O Porto de Santos permaneceu como principal corredor de exportação do café brasileiro no primeiro quadrimestre de 2026, respondendo por 74,7% dos embarques nacionais, com movimentação de 8,678 milhões de sacas.
Na sequência aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, com 21,3% dos embarques, e o Porto de Paranaguá, responsável por 1,1% do volume exportado.