Estivadores do Porto de Santos e de outros portos do país iniciaram uma greve nacional de 12h nessa quarta-feira (20), contra o Projeto de Lei 733/2025, que tramita no Congresso Nacional e prevê mudanças no modelo de contratação da mão de obra avulsa nos portos brasileiros.
O movimento prevê uma paralisação das atividades das 7h às 19h nessa quarta-feira e é motivado por uma preocupação com a possibilidade de perda da exclusividade dos trabalhadores avulsos nas operações.
Atualmente, a escalação de trabalhadores avulsos nos portos é feita por meio do Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO). Para a classe, as alterações previstas no projeto de lei podem abrir espaço para contratações diretas e terceirizadas.
A mobilização foi aprovada em reunião do Conselho da Federação Nacional dos Estivadores (FNE). Uma nova paralisação com duração de 24 horas está prevista para o dia 3 de junho, caso as reivindicações do setor não avancem.
O movimento acabou gerando divergências após o deputado federal Arthur Maia (União-BA) convocar uma reunião para esta quinta-feira (21), em Brasília. O deputado é responsável pela entrega do relatório final do Projeto de Lei 733/2025, cuja entrega prevista para o dia 10 de abril, mas que acabou não acontecendo.
“Não aceitamos a desmobilização da greve. Todas as estivas do Brasil tinham aderido, mas a reunião convocada pelo relator fez com que algumas parassem com o movimento”, afirmou Bruno José dos Santos, presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão (Sindestiva), uma das entidades adeptas ao movimento.
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