Portos do Nordeste reforçam liderança e impulsionam recorde nacional de cargas
Itaqui puxa alta e portos do Nordeste registram melhor desempenho
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Os portos públicos do Nordeste registraram um desempenho expressivo nos primeiros nove meses de 2025, alcançando 65,1 milhões de toneladas movimentadas, segundo dados da Antaq. O resultado confirma a relevância crescente da região na logística nacional e reforça o papel estratégico dos terminais nordestinos na exportação de commodities e na circulação interna de cargas.
O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento de 3,6 por cento na movimentação de granéis sólidos e pela alta de 2,3 por cento nas cargas conteinerizadas em comparação com o mesmo período de 2024. A soja, principal produto movimentado na região, atingiu 13,9 milhões de toneladas, um crescimento de 11 por cento. O destaque foi o Porto de Itaqui, no Maranhão, que alcançou 28,3 milhões de toneladas e registrou expansão de 8,73 por cento, consolidando-se como o porto de maior movimentação no Nordeste.
Apesar da queda no volume total de Suape, causada pela redução no granel líquido, o complexo portuário de Pernambuco manteve a liderança regional na movimentação de contêineres. Foram 5,5 milhões de toneladas operacionalizadas entre janeiro e setembro, reforçando o posicionamento de Suape como um dos principais hubs logísticos do país.
Na Bahia, os portos de Salvador e Aratu continuaram apresentando desempenhos sólidos, com 4,6 milhões e 4,5 milhões de toneladas movimentadas, respectivamente. Já o Porto de Fortaleza alcançou 3,6 milhões de toneladas, confirmando sua participação relevante no corredor portuário nordestino.
O bom desempenho da região acompanha o cenário nacional. Entre janeiro e setembro de 2025, os portos brasileiros somaram 1,04 bilhão de toneladas movimentadas, atingindo recorde histórico. Apenas no terceiro trimestre, a movimentação chegou a 378,2 milhões de toneladas, segundo indicadores oficiais. A Antaq também destacou que, até agosto, os portos do Nordeste registraram o maior volume acumulado desde 2021, com 213,9 milhões de toneladas.
O consolidado do período indica que o Nordeste segue fortalecendo sua posição na logística de exportação de grãos, petróleo e minérios, setores que mantêm impacto direto na economia regional. Para especialistas, a continuidade deste crescimento dependerá de investimentos em infraestrutura, ampliação de calados, eficiência operacional e políticas públicas capazes de acompanhar a expansão do fluxo de cargas.
Mesmo com desafios pontuais, como a oscilação em segmentos específicos, a região apresenta potencial para ampliar seu protagonismo nos próximos anos.