Em uma resposta rápida à decisão do Tribunal de Contas da União, o governo federal deu um passo decisivo para garantir a continuidade do túnel entre Santos e Guarujá.

Durante visita ao Porto de Santos, o Ministro de Portos e Aeroportos do Brasil e o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, formalizaram a assinatura de um contrato de compromisso para viabilizar a liberação dos recursos federais do projeto.

A movimentação ocorre poucos dias após o TCU determinar a suspensão cautelar de cerca de R$ 2,6 bilhões, apontando falhas na estrutura de governança e riscos na aplicação do dinheiro público.

Com o novo acordo, o governo busca atender diretamente às exigências do órgão de controle, estabelecendo regras mais rígidas de fiscalização, transparência e prestação de contas.

O gesto é interpretado como uma sinalização clara de prioridade política para a obra, considerada estratégica tanto para a mobilidade urbana quanto para a eficiência logística do maior porto da América Latina.

Além de responder às críticas do tribunal, a assinatura do compromisso também reforça a tentativa de evitar atrasos no cronograma do empreendimento, mantendo o projeto ativo enquanto os ajustes institucionais são implementados.

O túnel Santos–Guarujá prevê a construção do primeiro túnel submerso do Brasil e promete reduzir drasticamente o tempo de travessia entre as duas cidades, hoje impactado por congestionamentos e limitações operacionais.