O empreendedorismo teve destaque especial no Integração 5.0 desta semana. No bloco dedicado ao tema, Gabriel Ursini apresentou os planos e novidades do Empreenda Sim 2026, iniciativa que vem se consolidando como um espaço estratégico de reflexão, aprendizado e conexão entre empreendedores brasileiros.
O empreendedorismo brasileiro vive um momento de transição e amadurecimento. Esse foi o tom do bloco dedicado ao tema no programa Integração 5.0, onde Gabriel Ursini apresentou os planos para as próximas edições do Empreenda Sim 2026, iniciativa que busca romper com o modelo de eventos isolados e com a lógica de “fórmulas prontas” amplamente difundidas no mercado.
Criado em 2025, o Empreenda Sim nasceu da percepção de que o empreendedor brasileiro, apesar de resiliente, carece de conteúdo aprofundado, acompanhamento contínuo e ambientes reais de troca. Cercado por promessas rápidas e discursos superficiais, o público empreendedor passou a demandar experiências que permitam testar ideias, confrontar verdades e amadurecer decisões estratégicas.
Para 2026, o projeto entra em uma nova fase. A principal mudança anunciada é a expansão nacional do Empreenda Sim, que deixa de ocorrer em uma única cidade e passa a ter etapas espalhadas pelo Brasil. O objetivo é conectar diferentes ecossistemas locais, criar pontes entre empreendedores de realidades distintas e ampliar o alcance do debate sobre negócios, inovação e desenvolvimento econômico.
Outra novidade central é o lançamento da plataforma da comunidade Empreenda Sim, prevista para o primeiro semestre de 2026. A proposta é transformar o evento em uma jornada contínua de aprendizado, funcionando ao longo de todo o ano. A comunidade oferecerá conteúdos exclusivos, troca de experiências, networking qualificado e acompanhamento permanente, reforçando o compromisso com uma formação empreendedora mais consistente.
O projeto também se fortalece pela participação de grandes referências nacionais. Em 2025, o Empreenda Sim contou com nomes como Monique Evelle, estrategista de marca e investidora do Shark Tank Brasil, Ernesto Haberkorn, fundador da Totvs, e Marcelo Ortega, especialista em vendas e alta performance, o que contribui para validar o conteúdo e elevar o nível do debate.
O programa também contextualizou o empreendedorismo dentro de um cenário macroeconômico mais amplo. A assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia foi citada como uma oportunidade estratégica, com potencial de crescimento de até 0,6% do PIB brasileiro. No entanto, especialistas alertam que essa abertura exige um empreendedor mais competitivo, preparado para disputar mercado com produtos importados de maior valor agregado.
Nesse contexto, a reindustrialização do país surge como eixo fundamental. Diferente de um modelo puramente baseado em commodities, a indústria gera cadeias produtivas mais robustas, empregos melhor remunerados e maior proteção social, criando um ambiente mais favorável ao empreendedorismo sustentável.
O programa também destacou o papel da infraestrutura logística nesse processo. A transformação do Porto de Santos em um smart port, com investimentos em redes privativas 5G, gêmeos digitais e eficiência energética, além de obras estruturantes como o túnel Santos-Guarujá, são apontadas como essenciais para reduzir custos, aumentar a eficiência e apoiar empreendedores que atuam com importação, exportação e cadeias globais de valor.
Ao integrar educação empreendedora, tecnologia, políticas públicas e infraestrutura, o Integração 5.0 reforça que o futuro do empreendedorismo brasileiro passa menos por atalhos e mais por estratégia, conhecimento e visão de longo prazo.


