O Jornal Portuário lança nesta semana o Ship Game, um simulador on-line e gratuito de gestão de companhia de navegação.

A proposta do simulador gratuito é transformar a experiência interativa em uma forma simples e prática de conhecer a logística marítima, aproximando o público do universo portuário e logístico e ajudando a responder algumas das curiosidades que cercam o setor. Afinal, como esses navios conseguem transportar milhares de contêineres entre portos e continentes?

Inspirado na dinâmica real do comércio exterior, o participante assume o papel de quem toma decisões no transporte de cargas e passa a compreender, de forma interativa, os desafios e as escolhas que fazem parte da movimentação das mercadorias que o Brasil exporta para o mundo.

O jogo é todo em português e funciona direto no navegador, no computador ou no celular. Não é preciso instalar nada.

Ao se cadastrar, o jogador cria a própria empresa de navegação, escolhe o nome, a bandeira (o país) e o porto-sede, entre opções como o Porto de Santos, Paranaguá, Rio Grande, Itajaí, Suape e Pecém. Depois escolhe o primeiro navio. Todo jogador começa com:

  • US$ 3 milhões de capital, em dinheiro fictício;
  • 200 toneladas de combustível num tanque com capacidade para 500 toneladas;
  • um porta-contêiner de pequeno porte, à escolha: o Costeiro 120 (124 TEU, 12 nós, alcance de 1.800 milhas náuticas) ou o Atlântico 250 (250 TEU, 16 nós, alcance de 1.100 milhas).

Em cada porto aparecem ofertas de exportadores com cargas como café, soja, celulose, carne congelada, frutas e autopeças. Cada contrato informa o destino, o volume em contêineres (TEU), o valor do frete e o prazo de entrega. Carga refrigerada e carga perigosa pagam mais. Uma entrega fora do prazo recebe só 75% do frete.

Antes de zarpar, o jogador confere o que vai gastar: combustível, salário da tripulação (ele decide quantos tripulantes embarcar) e taxas portuárias. O simulador mostra o lucro estimado da viagem. A partir daí, é acompanhar o navio ao vivo no mapa, por rotas marítimas reais que contornam continentes e passam pelos canais do Panamá e de Suez.

Tempo acelerado

Para que a experiência caiba no dia a dia, o tempo do jogo é acelerado: cada segundo real equivale a 10 minutos de navegação. Uma viagem entre Santos e Buenos Aires, por exemplo, leva cerca de nove minutos.

A cada entrega, o frete entra no caixa e o jogador ganha experiência. Ao subir de nível, ele libera navios maiores, até o gigante de 20 mil TEU. Pelo caminho, precisa cuidar da manutenção, porque o desgaste deixa o navio mais lento, e escolher bem a hora de abastecer, já que o preço do combustível oscila ao longo do dia, como no mercado real.

Um ranking reúne os jogadores e mostra quais armadores têm o maior patrimônio.

Aprender jogando

O Ship Game é um simulador. Os valores, as empresas e os contratos são fictícios, criados para fins educativos e de entretenimento. Mas a lógica é a do setor: planejar a rota conforme o alcance do navio, encher o porão sem passar da capacidade, calcular custos, cumprir prazos e reinvestir o lucro.

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Para estudantes de comércio exterior, logística e administração, e para jovens que ainda não conhecem o setor portuário, é uma porta de entrada para entender como uma exportação sai do porto e chega ao destino.

Como participar

O acesso é gratuito para todos os leitores, em jornalportuario.com.br/shipgame. Basta criar uma conta com e-mail e senha, montar a empresa e começar a primeira viagem.