A superintendência do Porto de Itajaí, SPI, encaminhou um ofício à Marinha do Brasil para esclarecer que a dragagem no complexo portuário é diária, combatendo suposições da imprensa local sobre uma possível paralisação. A administração portuária informou que as obras de manutenção do canal de acesso são ininterruptas e essenciais para lidar com o aumento significativo do assoreamento em 2026, causado pelas chuvas intensas e pelas fortes correntes do Rio Itajaí-Açu, associadas ao fenômeno El Niño.
O trabalho contínuo é feito pela draga Njord, que usa a tecnologia de injeção de água (WID) para tornar os sedimentos fluidos, permitindo que a correnteza os transporte para o mar. Como parte do planejamento de recuperação operacional, o porto receberá, em novembro, a draga de sucção Utrecht, do tipo Hopper.
A Autoridade Portuária destaca que a chegada do novo equipamento atuará apenas como uma ajuda complementar para a retirada física dos resíduos acumulados no fundo e o restabelecimento das profundidades padrão, e não como uma retomada de serviços suspensos.
Mesmo com o impacto climático alarmante ao longo do ano, o canal permanece operando dentro dos parâmetros de segurança definidos pela Marinha. O levantamento batimétrico mais recente, realizado em setembro, registrou 13,40 metros de profundidade no canal externo, 13,10 metros no interno, além de 12,80 e 13,50 metros nas bacias de evolução 1 e 2, respectivamente.
Confirmando a segurança das manobras no terminal catarinense, a normalidade do fluxo de embarcações se mantém, evidenciada pela programação de atracação de navios tipo Ro-Ro, destinados ao transporte de veículos de luxo.
