O Porto Sudeste, localizado em Itaguaí (RJ), avançou para 60% de execução nas obras de implantação de novos dolfins — estruturas marítimas utilizadas para atracação e amarração de grandes embarcações. A previsão é que o projeto seja concluído no primeiro semestre de 2027.

A expansão representa uma nova etapa na estratégia do terminal de ampliar sua atuação no segmento de granéis líquidos, fortalecendo a infraestrutura disponível para operações marítimas de maior porte.

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Segundo informações apresentadas pelo terminal, o projeto prevê a construção de dois dolfins, com investimento estimado em R$ 60 milhões. As estruturas permitirão ampliar a capacidade de atendimento a navios e contribuirão para o crescimento das operações de granéis líquidos na Baía de Sepetiba.

Expansão da capacidade

Atualmente, o Porto Sudeste possui capacidade operacional de aproximadamente 50 milhões de toneladas por ano, considerando diferentes tipos de cargas. Desse total, cerca de 13 milhões de toneladas correspondem a granéis líquidos.

A companhia possui licença para ampliar sua capacidade para até 100 milhões de toneladas anuais, sendo metade destinada aos granéis sólidos e metade aos granéis líquidos.

Com a implantação dos novos dolfins, o terminal busca criar condições para ampliar a movimentação marítima e atender à crescente demanda por infraestrutura voltada à exportação e ao transporte de commodities.

Infraestrutura e meio ambiente

A expansão ocorre em uma região de elevada importância ambiental. A Baía de Sepetiba abriga diferentes espécies de fauna marinha, incluindo o boto-cinza, e por isso as atividades de intervenção e manutenção na área são acompanhadas por programas de monitoramento ambiental.

O próprio Porto Sudeste informou que realiza monitoramento acústico e acompanhamento da fauna durante determinadas atividades, buscando identificar possíveis interferências sobre golfinhos e outros animais marinhos.

Estudos científicos também apontam a importância da Baía de Sepetiba como área de alimentação e reprodução de botos-cinza, espécie que enfrenta diferentes pressões associadas à atividade humana na região.

Novo ciclo para o setor portuário

O avanço das obras dos dolfins reforça o movimento de expansão da infraestrutura portuária de Itaguaí e evidencia a crescente importância da região para a movimentação de cargas destinadas ao mercado internacional.

A conclusão prevista para 2027 deverá ampliar a capacidade de atendimento do Porto Sudeste e consolidar uma estrutura adicional para operações envolvendo granéis líquidos, ao mesmo tempo em que coloca a infraestrutura portuária e o monitoramento ambiental como pontos centrais para o desenvolvimento das atividades na Baía de Sepetiba.