A Wilson Sons anunciou, nesta quarta-feira (29), o início de uma nova etapa de testes com drones para entrega e coleta de documentos destinados a barcos de apoio a plataformas de petróleo e gás na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. A iniciativa representa um avanço tecnológico importante para a logística marítima e offshore no Brasil.
Segundo a companhia, os testes começaram no último 6 de abril e são conduzidos por meio da sua Agência Marítima, com suporte da base de apoio offshore localizada no Rio. O projeto dá continuidade à experiência iniciada no ano passado no Porto de Salvador (BA), onde a empresa realizou operações semelhantes em ambiente portuário.
Os drones utilizados pertencem à Speedbird Aero, empresa especializada em logística aérea não tripulada, com mais de mil voos realizados no setor offshore em Singapura, referência mundial nesse tipo de operação. No Brasil, os testes receberam todas as autorizações necessárias da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).
A Wilson Sons informou que os veículos serão empregados no transporte de objetos leves, com capacidade de até cinco quilos, principalmente documentos e materiais de pequeno porte. O tempo médio estimado entre a base e as embarcações é de até nove minutos, cobrindo uma distância aérea aproximada de oito quilômetros.
Na avaliação do setor, a inovação representa um salto operacional significativo, já que reduz a necessidade de deslocamentos por embarcações auxiliares para tarefas simples, o que contribui para menor risco operacional, maior rapidez e redução de custos indiretos.
De acordo com Rodrigo Lopes, gerente de operações da agência marítima da companhia, o uso de drones “é um marco no setor portuário e de logística”, por tornar as operações mais seguras e eficientes, além de contribuir para a descarbonização da indústria de energia offshore.
O gerente-geral das bases de apoio offshore, Edwardo Valverde, destacou que a iniciativa aponta para uma tendência de modernização do segmento energético no país, alinhada às metas de sustentabilidade e redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE).
Para o setor marítimo e portuário, o projeto sinaliza um movimento de transformação digital cada vez mais presente nas operações brasileiras, especialmente em áreas estratégicas como apoio ao pré-sal, plataformas offshore e serviços de alta complexidade logística.