A Região Metropolitana de Campinas está passando por uma profunda transformação no seu mercado de tecnologia. O motivo principal é a busca constante por ferramentas de inteligência artificial e serviços de computação em nuvem. A região já é conhecida há anos como o principal polo de tecnologia do Brasil e, agora, ela se transformou numa escolha frequente na construção de novos data centers (grandes instalações que abrigam supercomputadores destinados ao processamento de dados).
O interior paulista atrai esse interesse por ter uma internet de alta velocidade e qualidade, além de estar perto da capital e contar com ótimas universidades. Por isso, cidades vizinhas como Sumaré, Vinhedo e Hortolândia estão recebendo novos complexos de dados com investimentos bilionários. Toda essa movimentação transformou a Grande Campinas em um dos principais centros de armazenamento de dados da América Latina.
Um dos grandes desafios dessa evolução digital é que ela precisa de uma base física muito forte para funcionar. Os supercomputadores usados para a inteligência artificial são extremamente potentes e consomem muito mais energia elétrica do que os servidores comuns. Isso iniciou uma corrida contra o tempo para modernizar as subestações e os cabos que levam energia até as empresas, já que o problema não é a falta de luz no país, mas sim a capacidade de entregar essa eletricidade toda para a região de Campinas.
Além disso, as grandes empresas globais de tecnologia exigem que toda essa energia venha de fontes limpas, como o sol e o vento. Há também uma preocupação com a água, já que esses computadores esquentam muito e os sistemas tradicionais usam o líquido para resfriar as máquinas.
Para não pesar no abastecimento das cidades, as empresas estão recorrendo a adoção de sistemas que usam o próprio ar para resfriar ou que reutilizam a água usada. O futuro de Campinas vai depender diretamente da velocidade com que o governo e as empresas de energia conseguirem adaptar redes elétricas da região.