O Porto do Rio de Janeiro passou a integrar o restrito grupo de portos brasileiros capazes de receber embarcações da classe New Panamax, uma das maiores classes da navegação comercial mundial. A possibilidade foi concretizada após a conclusão das obras de dragagem e modernização do canal de acesso ao porto, que receberam investimentos de R$ 163 milhões.
Neste mês, o primeiro navio desse porte a atracar no porto carioca foi o porta-contêineres MSC Katrina, embarcação de 366 metros de comprimento, 48,4 metros de largura (boca) e com capacidade para transportar 14.131 TEUs (unidade equivalente a contêineres de 20 pés). O navio, de bandeira panamenha, veio do Porto de Suape (PE) e tinha como destino o Porto de Santos (SP).
Atualmente, poucos portos no Brasil possuem capacidade operacional para receber navios de até 366 metros de comprimento. Eles são: Porto de Santos (SP), Salvador (BA), Itaguaí (RJ), Paranaguá (PR), Rio Grande (RS), Pecém (CE) e agora o Porto do Rio de Janeiro.
Mudanças
Para conseguir receber embarcações desse porte, o Porto do Rio de Janeiro precisou passar por obras de dragagem em seu canal de acesso que contaram com investimentos de R$ 98 milhões viabilizados por meio do Novo PAC e R$ 65 milhões aportados pela PortosRio.
Graças às obras, a profundidade mínima do canal de acesso passou de 15 metros para 16,2 metros, permitindo um calado operacional de 15,3 metros e possibilitando a operação de navios da classe New Panamax.
O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, afirmou que a chegada de navios de maior porte representa um novo momento para o Porto do Rio de Janeiro. “Esse avanço amplia a competitividade do terminal, fortalece sua posição nas rotas internacionais e demonstra a importância dos investimentos em modernização da infraestrutura portuária brasileira”, destacou.
A medida também eleva a eficiência operacional e logística do terminal, otimiza as condições de navegabilidade e segurança, permite a operação de embarcações de maior porte, reduz restrições operacionais e diminui custos logísticos. Além disso, aumenta a previsibilidade das operações e fortalece a competitividade do Porto do Rio de Janeiro no comércio exterior.