A movimentação de celulose pelas hidrovias do Rio Grande do Sul atingiu aproximadamente 1,9 milhão de toneladas em 2025, registrando crescimento de 11,76% em relação ao ano anterior, quando o volume ficou em torno de 1,7 milhão de toneladas. Os dados fazem parte do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), divulgados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.
Produzida pela Companhia Manufatureira de Papéis e Papelões (CMPC), no município de Guaíba, a celulose é transportada por barcaças ao longo da hidrovia do Atlântico Sul. O corredor logístico é formado pelos rios Jacuí e Guaíba, além de canais e da Lagoa dos Patos, conectando o polo industrial ao Porto do Rio Grande, principal porta de saída do produto para o mercado internacional.
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Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a celulose se mantém como a principal carga movimentada no terminal gaúcho. Em 2023, cerca de 1,62 milhão de toneladas do produto foram exportadas pelo porto, com destaque para a China como principal destino, seguida por Estados Unidos, Itália, Emirados Árabes Unidos e Coreia do Sul.
A operação logística apresenta ainda uma dinâmica de retorno eficiente. Após descarregar a celulose em Rio Grande, as barcaças seguem viagem de volta transportando toras de madeira a partir de Pelotas, fortalecendo a integração da cadeia produtiva florestal no estado.
Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação do Ministério de Portos e Aeroportos, Otto Burlier, o crescimento do uso das hidrovias está diretamente ligado ao aumento da produção e das exportações de celulose, além da reorganização logística adotada após as enchentes de 2024, que comprometeram o transporte rodoviário e ferroviário.
Segundo ele, as hidrovias desempenham um papel estratégico diante de eventos climáticos extremos, ampliando a resiliência do sistema logístico e reduzindo riscos operacionais, além de oferecerem uma alternativa sustentável e eficiente para o escoamento de grandes volumes de carga.

