A DP World incorporou, oito novos equipamentos à sua operação no Porto de Santos, sendo dois portêineres (Quay Cranes – QCs) e seis guindastes sobre pneus (Rubber Tyred Gantry – RTGs). A ampliação faz parte de um plano de investimentos superior a R$ 2 bilhões, destinado à modernização da infraestrutura portuária e ao aumento da eficiência das operações logísticas.

O lote recebido integra uma aquisição que contempla, ao todo, quatro novos portêineres e 15 RTGs. Com a chegada dos equipamentos e a otimização das estruturas já licenciadas, a DP World prevê elevar a capacidade operacional do terminal de 1,4 milhão para 1,7 milhão de TEUs por ano até o final de 2026.

Os portêineres são utilizados na movimentação de contêineres entre os navios e o cais, enquanto os RTGs atuam na organização e movimentação das cargas nos pátios do terminal.

Equipados com tecnologia Siemens e integrados ao sistema operacional inteligente da DP World, os novos portêineres podem movimentar aproximadamente 65 toneladas utilizando dois contêineres de 20 pés simultaneamente (Twin Twenty) ou até 50 toneladas em uma única carga. Com o uso de gancho, os equipamentos também podem movimentar cargas especiais e não conteinerizadas de até 80 toneladas.

Os novos RTGs, por sua vez, são 100% elétricos e preparados para futura operação remota. Com 18,2 metros de altura, os equipamentos têm capacidade para movimentar cargas de até 41 toneladas.

Segundo a DP World, quando os 15 novos RTGs estiverem em operação, a expectativa é evitar a emissão de aproximadamente 4.250 toneladas de CO₂ por ano, em comparação com equipamentos movidos exclusivamente a diesel.

A expansão da frota elétrica reforça a estratégia de descarbonização da empresa. Desde 2025, a DP World já opera com 22 RTGs elétricos. Em maio de 2026, o terminal também incorporou 15 veículos elétricos de transporte interno (Internal Terminal Vehicles – eITVs) e três empilhadeiras do tipo Reach Stackers, igualmente movidos a eletricidade.

A combinação entre a ampliação da capacidade, a modernização dos equipamentos e a eletrificação da operação integra a estratégia da DP World para aumentar a produtividade do terminal e, ao mesmo tempo, reduzir os impactos ambientais das atividades portuárias.

 

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