Maersk muda serviços na América Latina e anuncia escalas no Rio de Janeiro

Por Luiz C [email protected]
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Maersk muda serviços na América Latina e anuncia escalas no Rio de Janeiro
Divulgação

A Maersk anunciou uma série de ajustes em seus serviços marítimos na América Latina como forma de mitigar os impactos dos congestionamentos portuários e melhorar a confiabilidade de sua rede logística na região. Entre as principais mudanças está a retomada das escalas semanais no Porto do Rio de Janeiro, além da revisão de horários e substituição de embarcações em rotas estratégicas.

Outro destaque é a alteração no serviço ECSA, que desde novembro opera de forma quinzenal na rota Paranaguá, Santos, no terminal da DP World, e Manzanillo, no Panamá. Segundo a companhia, o novo cronograma busca ampliar a conectividade com o Caribe, os Estados Unidos e a costa oeste da América do Sul, além de oferecer maior flexibilidade para operações regionais e intercontinentais.

A empresa informou ainda que vem registrando atrasos de aproximadamente uma semana nos serviços UCLA e Tango, reflexo das atuais condições do mercado e das restrições operacionais nos portos da região. No serviço UCLA, o navio Laust Maersk passará a substituir o Maersk Rubicon na rota sul com destino a Santos, enquanto as embarcações subsequentes terão seus cronogramas ajustados.

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Já no serviço Tango, o Maersk Monte Alegre assumirá a rota sul no lugar do RDO Fortune, também com revisão nas escalas.

Na avaliação da Maersk, o sistema portuário da América Latina apresenta um cenário desigual. Enquanto alguns portos da região mantêm operações mais estáveis, o Brasil enfrenta forte pressão operacional. A companhia relatou altos níveis de congestionamento nos principais portos da costa leste da América do Sul, o que motivou ajustes adicionais nos serviços e nos intervalos de manutenção das embarcações para preservar a confiabilidade das operações.

Segundo a empresa de navegação, os portos brasileiros seguem operando com elevada ocupação dos cais, longas filas de navios e tempos de espera prolongados, especialmente em Santos, Paranaguá, Itapoá e Rio Grande. A Maersk também alertou para possíveis interrupções causadas por condições climáticas adversas, que podem impactar o fluxo operacional. Embarcações com janelas de atracação previamente reservadas, no entanto, continuam tendo prioridade nas operações.


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